Gerar relatório é fácil. Difícil é confiar nele. O trabalho começa muito antes do gráfico.
Quem faz gestão de mídias sabe que: o gerenciador de anúncios reporta uma conversão, o analytics reporta outra, a planilha do cliente reporta uma terceira. Cada fonte usa uma janela de atribuição, critérios e nomenclaturas diferentes. Montar os gráficos sobre tudo isso é complexo.
O objetivo era construir uma fonte única, com uma regra de padronização explícita, que sustentasse a decisão de verba e qualquer pessoa entendesse em cinco segundos, não em cinco minutos de explicação.
- Consolidar fontes distintas sob um padrão único de nomenclatura e períodos
- Definir os indicadores de performance que realmente movem a decisão de verba
- Substituir o relatório manual por um painel sempre atualizado
- Entregar uma leitura imediata, sem treinamento
- Automatizar a atualização do painel
As decisões do painel
Dos dados brutos à tela: quatro decisões que fazem o painel ser aberto todos os dias com confiança e agilidade para tomar decisões importantes.
Padronizar antes de visualizar
Comecei pelo que ninguém vê: tratamento dos dados e regra de padronização, nomenclaturas de campanha, janelas de atribuição, moedas, períodos. Depois modelei o banco de dados para que cada métrica tivesse origem rastreável. Dashboard bonito sobre dados sujos é a forma mais rápida de perder a confiança do cliente na primeira pergunta difícil.
Cinco segundos para saber se o mês está bom
Desenhei a hierarquia da tela pela pergunta mais frequente, não pela quantidade de dados disponíveis. No topo, os poucos indicadores que respondem "está indo bem?". O detalhamento vem abaixo, para quem precisa investigar. Painel que abre com trinta gráficos não informa: obriga o usuário a procurar a informação que o painel deveria entregar.
Sobre o que é essa métrica?
Cada indicador carrega um botão de: "Sobre o que é essa métrica?". É o que permite defender o número em numa reunião e para o cliente obter a leitura correta dos dados quando estiver sozinho, sem o gestor de tráfego ao lado.
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Interface que dá vontade de abrir
Tratei o painel como um produto, não como um relatório: tipografia legível, números com pesos e hierarquia de relevância, contraste calibrado para leitura rápida, cores com funções e não apenas decorativas. Um dashboard é uma ferramenta utilizada várias vezes ao dia e deve ser agradável e eficiente.
"Eu perdia um dia inteiro por mês montando relatório e ainda ficava inseguro com os números. Esse dashboard resolveu a raiz do problema. Hoje eu abro o painel na frente do cliente sem medo de nenhuma pergunta."
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